19/12/2012

Palácio Imperial de Itapura 155 anos de história, abandonado...

Forte de Itapura corre risco de desabar



Construído em 1858 como posto avançado do Império Brasileiro durante a Guerra do Paraguai, a história do prédio do Palácio do Imperador de Itapura, conhecido como Forte de Itapura, pode se perder caso sua restauração não seja providenciada. O prédio está em péssimas condições de conservação, com risco inclusive de desabamento da cobertura.

As instalações elétricas e hidráulicas já não existem mais, o forro está completamente deteriorado, o piso bastante comprometido e as alvenarias depredadas.

Tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) em 1969, o prédio chegou a ser reformado fora dos padrões de revitalização na década de 70, quando foi sede da Prefeitura Municipal até 1989. Depois a estrutura foi desocupada e passou a ser alvo de depredação.

Em 2002 o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) chegou a ameaçar arquivar o Projeto de Restauro e Reutilização do Palácio, do Condephaat, por falta de elementos para o andamento do processo, mas o caso continuou tramitando devido à apresentação de um orçamento com valores para a restauração.

Segundo a planilha de custos apresentadas, na época o valor para restaurar o imóvel era de R$ 312.501,72. O prefeito Antônio Fernandes Leite Chaves (PPS) calcula que o valor atualizado deve chegar a R$ 600 mil devido ao aumento das depredações e da correção monetária.

Depois de tramitar na Justiça Federal de Araçatuba por diversos anos, o processo hoje está em andamento na Promotoria Pública do Meio Ambiente de Pereira Barreto.

Segundo informações da promotoria, existe um inquérito civil sobre o caso e o processo foi enviado ao Ministério Público de São Paulo para a realização de um parecer técnico que ainda está sendo feito.

MANIFESTAÇÃO - Desde o ano passado, no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Econg, entidade não governamental, com sede em Castilho, vem promovendo o Abraço ao Forte de Itapura, como manifesto.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Franco, o objetivo do protesto é não deixar o prédio histórico cair no esquecimento.

Nesse ano o manifesto teve grande participação popular mobilizando vários municípios da região. Chegou a ser montado um esquema de transporte que saiu de diversas cidades e teve promoção de atrações culturais e recreativas.

Franco declarou que já está com o projeto em andamento para a realização do protesto no próximo ano.


Guerra da Tríplice Aliança motivou a construção

O Palácio do Imperador ou Forte de Itapura, foi construído a mando do Governo Imperial. Por ser banhada pelo rio Tietê, a cidade poderia servir de ponto de entrada para os inimigos.

A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, tinha de um lado tinha a Argentina, Brasil e Uruguai contra o Paraguai de Solano Lopes, que era a grande potência sul-americana naquela época.

Antes das construções das barragens na região - Três Irmãos, Jupiá e Porto Primavera -, existiam em Itapura cachoeiras e, como as embarcações inimigas não conseguiriam vencer o salto, era provável que os oponentes tentariam a entrada por terra.

Segundo a história, em Itapura não se chegou a ter operações durante a guerra da Tríplice Aliança, mas o posto teria servido como ponto de correspondências oficiais na Guerra do Paraguai.

A denominação Palácio do Imperador surgiu de que D. Pedro II esteve ali para conversar com os soldados na época da Guerra.

 Fonte: folhadaregiao.com
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