17/06/2012

Solicitação para Ampliação da Malha Ferroviária em MS

Senador de MS pede ampliação da malha ferroviária

O senador Antonio Russo (PR-MS) solicitou a construção de segmentos das ferrovias Norte-Sul, do Pantanal e Ferroeste no estado de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, os traçados vão impulsionar o desenvolvimento não só do estado, como de toda a região Centro-Oeste. 
“Queremos que o segmento da ferrovia Norte-Sul compreendido entre Estrela D´Oeste e Panorama seja todo desenvolvido em território do nosso estado, passando pelos municípios de Aparecida do Taboado, Selvíria e Três Lagoas, chegando a Brasilândia. Defendemos que este traçado demonstra a melhor viabilidade técnica, econômica e ambiental”, afirmou em discurso no Plenário do Senado nesta segunda-feira (11).
Russo disse que a região que engloba este trecho da ferrovia Norte-Sul é grande produtora e precisa de infraestrutura adequada. Nestas cidades estão instaladas as grandes fábricas de celulose - papel, de fertilizantes da Petrobrás e de desenvolvimento de polo siderúrgico. A região também concentra indústrias de processamento de grãos, açúcar e álcool, madeira de modo geral e de outros produtos de exportação. 
“Quando construída, no eixo da ferrovia Norte-Sul já haverá um montante de mais de 10 milhões de toneladas a serem transportadas por ano”, garantiu. Para o senador, o traçado que passa pelos municípios sul-mato-grossenses vai impulsionar o desenvolvimento econômico e social e vai promover ainda mais a interiorização do Brasil, elevando o índice de desenvolvimento humano.
Em relação à ferrovia do Pantanal, o senador Russo afirmou que estudo de viabilidade econômica e ambiental indica que a melhor opção é a passagem pelos municípios de Maracaju, Dourados, Nova Andradina, Bataguassu e Brasilândia, na fronteira com o Estado de São Paulo, nas proximidades de Panorama (no estado de São Paulo). A Ferrovia do Pantanal se conectará ao traçado da ferrovia Norte-Sul, na região de Brasilândia. 
“A ferrovia do Pantanal vai atravessar o Mato Grosso do Sul de oeste a leste e será fundamental para o escoamento da produção. Vai ligar essas cidades à Hidrovia do Paraguai, que dá acesso aos países do Mercosul e o acesso aos portos da costa brasileira, por meio da Ferrovia Norte-Sul”, disse. 
FERROESTE - Outra obra ferroviária citada por Antonio Russo como de suma importância foi a Ferroeste, ligando Dourados a Cascavel no Paraná, onde ela se articulará com o trecho ferroviário já existente, de Cascavel ao Porto de Paranaguá. “A Ferroeste, com cerca de 350 quilômetros dentro de Mato Grosso do Sul, também se interligará a Hidrovia Tietê-Paraná, em Guaíra, no Paraná”. 
O senador por Mato Grosso do Sul defendeu a construção desse sistema ferroviário para interligar as regiões produtoras do estado de leste a oeste. “Além de permitir o escoamento da produção de algumas das mais ricas regiões produtoras do estado, eles interligarão duas das mais importantes hidrovias do País e, além disso, conectarão as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste entre si e ao Norte do Brasil, permitindo o transporte de nossas riquezas dentro do País e facilitando a exportação e a importação”.
O senador ainda mencionou o esforço do Governador André Puccinelli e de sua equipe, que desde o primeiro mandato, pleiteiam junto ao governo federal a construção dessas ferrovias no Mato Grosso do Sul.
O discurso do senador Antonio Russo recebeu o aparte do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que elogiou a iniciativa do pronunciamento. Raupp reclamou que um país da dimensão continental do Brasil não pode conviver com uma infraestrutura de transportes aquém das suas necessidades, sem uma boa malha ferroviária e sem a duplicação das rodovias.
Russo elogiou a previsão de investimento no PAC 2 de R$ 46 bilhões de reais até 2014 para a construção de ferrovias. Mas, lamentou o atraso do Brasil na utilização dos trens para transportes de cargas e de passageiros. “Nossa primeira ferrovia foi construída em 1854. Hoje, mais de um século e meio depois, temos apenas 29 mil quilômetros de ferrovias no País, dos quais somente 11 mil são explorados. O restante está desativado ou é subutilizado!”
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