23/05/2012

Pescaria no Pantanal...

TA NERVOSO? VAI PRO PANTANAL PESCAR. A HORA É AGORA

Pantanal
É em meados de setembro e durante todo o mês de outubro que acontece o ápice da Temporada de Pesca no Pantanal. Se você quiser embarcar nessa aventura, não deixe para depois, em novembro a pesca fica proibida na região.
Pacu, dourado, tucunaré e piranha, essas são apenas algumas das mais de 240 espécies de peixes encontradas no Pantanal Mato Grossense, região com a maior abundância e diversidade de pescados do Brasil. Mas antes de entrarmos na pesca vamos conhecer um pouco da maior planície alagável do planeta, também conhecida como África brasileira.
Fazendo parte dos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul e ocupando grande parte da região centro-oeste, o Pantanal é formado por uma área estimada em 210 mil quilômetros quadrados que se estendem pela Argentina, Bolívia e Paraguai, onde recebe outras denominações. Só a parte brasileira corresponde a 140 mil quilômetros quadrados, equivalente a uma vez e meia o tamanho de Portugal. Trata-se de um enorme ecossistema com uma fauna riquíssima que foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade.
Só para se ter uma idéia, são mais de 670 espécies de aves, 245 de peixes, 112 de mamíferos, 50 de répteis e 1500 de vegetais, pense bem, no Pantanal temos mais de 1000 animais diferentes, espalhados por seus campos, cerrados, matas e rios. Número muito maior do que o encontrado em qualquer safári africano.
Quem deseja visitar o pantanal deve procurar saber qual a melhor época de ir até lá, e isso depende do que se quer fazer. Se sua intenção é conhecer a fauna pantaneira, vendo e fotografando animais de várias espécies, sua viagem deve ser feita no período das secas. Já para quem procura pescaria e sonha em pegar um dourado ou um pintado, a melhor época é de agosto a outubro, já que a partir de novembro os peixes sobem os rios para a desova, movimento conhecido como "piracema", o que faz com que a pesca fique terminantemente proibida na região.
Outra preocupação é com a hospedagem. Dentro do Pantanal não existem hotéis convencionais, por isso, é bom pesquisar bem o local onde será feita sua hospedagem, para que não ocorram decepções. Existem algumas pousadas que são montadas exclusivamente para atender aos pescadores, mas que não irão agradar quem está procurando ver à fauna. E vice-versa.
Uma boa sugestão para quem quer uma viagem diferente à procura de jacarés, veados, capivaras, garças, antas ou o maior símbolo da região, o tuiuiú, ou a extinta arara-azul, é procurar uma agência de viagem que ofereça pacotes para o Refúgio Ecológico Caiman na cidade de Miranda, com 53 mil hectares de área, equivalente a um terço de São Paulo e infra-estrutura para fazer os turistas mais exigentes felizes. Os pacotes costumam durar uma semana, mas não se preocupe, a programação da pousada é muito intensa, mas nada cansativa. Todos os inúmeros passeios oferecidos são orientados por guias bilíngües com formação universitária. E não é só isso. Lá você tem acomodações confortáveis, refeições balanceadas e translado em veículo com ar condicionado. O automóvel pega os visitantes no aeroporto de Campo Grande e os leva para todos os passeios. Para os mais requintados, o Refúgio possui inclusive um aeroporto particular que garante conforto para quem quer pousar diretamente no destino.
Não deixe de fazer nenhum dos passeios, principalmente aqueles em que o percurso é feito a cavalo, passando por áreas lamacentas ou de acesso mais difícil. Geralmente é nestes passeios que os visitantes conseguem encontrar a atração mais rara e esperada, a onça pintada. Acredita-se que existam pelo menos dez delas morando na área da fazenda.
Pantanal

CONHECENDO O PANTANAL GEOGRAFICAMENTE

Para se ter uma melhor idéia geográfica do Pantanal é preciso saber que sua espinha dorsal é o Rio Paraguai, que corta toda a área pantaneira, de norte a sul, e recebe o deságüe dos rios Miranda, Aquidauana, Taquari e Cuiabá. Do final de outubro até o mês de abril, as cheias fazem surgir enormes lagos, bacias e canais de escoamento conhecidos como corixos. De maio a setembro, época da seca, as águas baixam, depositando nutrientes no solo. É nessa época que a piúva, ipê roxo, árvore símbolo do pantanal, floresce.
O Pantanal Matogro-grossense é tão variado e formado por tantas cidades que foi dividido em Pantanal Norte e Sul. Suas principais cidades são:
PANTANAL NORTE
Cáceres
Serve de ponto de partida para os barcos de pesca e já teve no século XIX o Porto mais importante do Rio Paraguai, assim tem casario com arquitetura dessa época. Está localizada ao norte do Pantanal, bem na divisa com a Bolívia.
Poconé
É a cidade que serve como principal acesso ao Pantanal Norte, onde se pega a Rodovia Transpantaneira, com 147 quilômetros de estrada de terra que vai até Porto Jofre. Além disso, entrou para o Livro dos Recordes, o Guinness Books, como a rodovia com mais pontes do Mundo, somando 126 delas, cada uma com um mirante que dá vista para a fauna que perambula pela mata ao seu redor. Durante a época das cheias, a estrada pode ficar intransitável para carros de passeio. Além disso, Poconé também concentra muitos hotéis que durante a época das secas, ficam lotados, pois nessa época é abundante a fauna visível.
Barão de Melgaço
É formada por grandes baías e faz divisa com a Chapada dos Guimarães ao norte. É procurado por seus pontos de pesca e para o ecoturismo no que se refere à observação de pássaros durante as secas.
PANTANAL SUL
Aquidauana
Se destaca por estar localizar as margens do Rio Aquidauana, o que a transformou em ponto de apoio para pescadores. Nessa região existem também muitas antigas fazendas, transformadas em hotéis, voltadas para o ecoturismo.
Miranda
Tem paisagem semelhante á da cidade de Aquidauana e também oferece opções de fazendas voltadas para o ecoturismo, porém, apresenta acesso terrestre fácil durante as épocas das secas.
O Pantanal é formado por cidades rurais, rodeadas por natureza que forma o território sagrado dos bichos e dos peões que lidam com a pecuária. A maior cidade pantaneira é Corumbá, mesmo assim, não passa de 100 mil habitantes e apresenta pouca estrutura se comparada aos grandes centros brasileiros. As capitais do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul formam os grandes centros e pontos de apoio para os visitantes, mas, geograficamente falando, estão fora do Pantanal. Só para se ter uma idéia, à distância de Campo Grande até Aquidauana é de 140 quilômetros. Já Cuiabá fica a 100 quilômetros de Poconé.

A PESCA NO PANTANAL

Pantanal
Atualmente a pesca representa uma das principais atividades econômicas do Pantanal. Não existe uma região preferida pelos pescadores, alguns vão sempre nas cidades localizadas ao Sul e outros preferem e dizem que encontram mais peixes ao Norte, mas, ambos sabem que quem pesca no Pantanal tem chances de encontrar, por exemplo, um Jaú com mais de 100 quilos. E olha que isso não é história de pescador, é fato.
A pesca fez com que o Pantanal entrasse novamente no Guinness Books por causa de Cáceres, sede do maior torneio de pesca embarcada em água doce do Mundo. O evento acontece anualmente no mês de setembro. Como a cidade fica totalmente lotada, quem pensa em participar ou conhece-la nesse período deve obrigatoriamente fazer reserva com antecedência.
Se você está pensando que pescar no pantanal é sinônimo de entupir um caminhão de tralhas, juntar um grupo de homens e ficar em barracas, você está precisando atualizar-se. Hoje em dia, os bons hotéis do Pantanal oferecem toda a estrutura necessária para os pescadores não precisarem se preocupar com nada além de seu próprio material de pesca, no caso, a linha de mão, o molinete e o caniço.
Além dos hotéis que ficam à beira rio, o pescador ainda pode escolher pela hospedagem em um barco-hotel. Geralmente eles partem de cidades maiores como Corumbá ou Cáceres e ficam em média cinco dias navegando pela região, e oferecem acomodações com ar condicionado, banheiro privativo e até piscina no deck. Para os pescadores mais experientes, há botes de alumínio para cada dupla, com um piloteiro da região à disposição, além de material para armazenar sua pesca. É verdade. Você pode levar seus peixes. Os barco-hotéis oferecem até serviços de limpeza e armazenagem dos pescados. Já foi o tempo em que pescaria era sinal de desconforto.
Atualmente, muitos pescadores já conscientes, dizem que o interessante não é sair carregado de peixes, até mesmo porque as leis não permitem mais essa prática, e sim a prática do "pesque e solte", onde o pescador pega o peixe, tira uma foto para comprovar o feito e depois devolve ao rio. A pesca no Pantanal deixou de ser um ato comercial predatório para se transformar em um esporte que não afete a natureza e o ecossistema.
Para evitar a pesca predatória, foi criada uma nova legislação que permite ao pescador voltar para casa com 10 quilos de peixe, além de um "troféu", ou seja, o maior peixe pescado. A pesca é somente permitida para os que possuem uma Licença de Pesca que não é difícil de se obter, bastando procurá-la e pagá-la em alguma agência do Banco do Brasil. Mas, nem essa preocupação você vai ter, já que os hotéis de pesca preparam isso tudo para antes da sua chegada.
Como deve ter reparado, esse tipo de viagem não é mais, como antigamente, voltada somente para homens que gostam de pescar, muito pelo contrário. Atualmente as famílias vão reunidas e todos participam da pesca, dos passeios, conhecem e se integram à região pantaneira, além de poderem se reunir no que garantem ser o melhor da viagem: os almoços à beira do rio ou no barco-hotel. Inclusive, tem até "pescador" que termina a viagem sem pescar nada. Mas, isso não é normal, já que pescar no Pantanal é tão fácil quanto ver um grupo de jacarés ou tuiuiús sobrevoando os céus da região. Para aqueles que não tiveram tanta sorte, existe ainda, a satisfação de ter praticado a confraternização e feitos novos amigos nessa viagem inusitada.

Fique por dentro

* Na hora de fazer as malas, leve roupas para varias temperaturas, calor e frio, já que a variação de temperatura é muito grande no Pantanal.
* Leve uma capa de chuva, mesmo em dias com sol as chuvas costumam cair.
* Não seja aventureiro a ponto de querer nadar nos rios, lembre-se que naquelas águas aparentemente tranqüilas existem sucuris e piranhas.
* Leve todo tipo de medicamento que você costuma usar, lá você estará afastado dos grandes centros.
* Não se esqueça dos óculos escuros e protetor solar, durante a viagem, o sol pode estar forte, além de evitar acidente nos olhos com os anzóis.
* O principal, leve repelente, o Pantanal, assim como em qualquer grande ecossistemas é cheio de mosquitos e pernilongos.
Fonte: brasilviagem.com
Pantanal

Eco-turismo no Pantanal

Pantanal
O Pantanal é hoje um dos destinos brasileiros mais procurados pelo turismo nacional e internacional. Há uma grande infra-estrutura para atender as mais diversas exigências de diferentes clientes. Por ser uma área muito complexa, a viagem ao Pantanal deve ser muito bem planejada. Evite de marcar os passeios ecológicos nas próprias cidades do Pantanal, agendando o roteiro com antecedência, junto a seu agente de viagens. Existem algumas maneiras de se explorar o Pantanal, entre estas:
1) Cruzar parte do Pantanal de barco. Existem diversas operadoras que oferecem este serviço. Para quem gosta de pesca, existem excursões especializadas em pesca.
2) Fazer uma excursão de jipe, acampando em meio à selva. Existem diversas operadoras oferecendo este tipo de tour, que geralmente dura 5 dias. Estas excursões também podem ser feitas a cavalo.
3) Hospedar-se em uma fazenda, e, a partir desta, fazer passeios de barco, jipe, cavalo e a pé. Algumas destas fazendas estão em regiões bem remotas do Pantanal, e o translado até as mesmas é feito de avião mono-motor.
4) Alugar um jipe e cruzar o Pantanal por conta própria. Esta opção só se aconselha na época da seca e para jipeiros experientes.
Fonte: colorfotos.com.br


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